​NOTÍCIAS

Suspensão de medidas de isolamento social começam a impactar no aumento de casos por covid-19 no Brasil. Última semana foi a segunda de ascensão, após um mês de recuo.
Escrito por: Gabriel Valery, da RBA

Na metade de abril, duas semanas antes do início da queda nas mortes, os casos começaram a regredir. A relação entre novos casos e mortes tem um atraso, justamente, de cerca de duas semanas. É o tempo em que a covid-19 demora, em média, para se manifestar de forma mais agressiva. Então, indicadores crescentes de novos casos estão diretamente relacionados com o aumento de mortes em duas semanas. Esse ponto preocupa, pois já são três semanas de ascensão nos novos infectados por semana. Esta elevação acontece justamente a partir da suspensão das medidas de isolamento social.

A curva epidemiológica média de casos evidencia este movimento da pandemia no Brasil. Após atingir um pico no dia 25 de março, com média diária, calculada em sete dias, de 100.736 novos doentes por dia, houve uma tendência de queda sustentável até o dia 26 de abril; dia em que o valor ficou em 56.553 casos diários. Hoje, já fica evidente o recrudescimento, e esta média está em 61.494 infectados por dia. Já o número médio de vítimas está em 2.087 diárias.

No Brasil, atualmente, esses dados correlatos encontram-se em níveis muito superiores. De acordo com dados da Fiocruz, as principais capitais do país estão com níveis acima do maior alerta considerado pelos Estados Unidos. Florianópolis está próximo de 10 casos semanais; Porto Alegre em 15, com tendência de subida; Curitiba com 10; Belo Horizonte acima de 20; Rio de Janeiro em 13, assim como São Paulo. Os piores casos atualmente estão concentrados no Nordeste, com Fortaleza e Teresina acima de 20 casos semanais por 100 mil habitantes.

Desemprego e informalidade crescem e renda cai após golpe de 2016, comprova Dieese

 

Boletim Especial 1º de Maio, do Dieese confirma que a atual situação de precarização do mercado de trabalho é consequência  do  projeto econômico e político implementado após 2016, e não apenas da pandemia

 

O economista do Dieese, Gustavo Monteiro, um dos elaboradores do boletim, reforça o entendimento de que o agravamento da crise econômica que hoje sentimos é resultado de todas as medidas tomadas pelos governos de Michel Temer (MDB) e Bolsonaro, que retiraram direitos, aumentaram a precarização do trabalho, além de não investirem em políticas públicas e defenderem o teto de gastos públicos.

“É claro que a pandemia aumentou a crise econômica, mas o que aconteceu desde 2016, com as reformas que prometiam criar um mercado melhor, não aconteceu, exatamente por que o país já não vinha bem. Não houve o ambiente propício para investimentos como prometido”, diz Gustavo.

É este quadro desolador que vem muito antes da pandemia, que o boletim do Dieese comprova. Aumentou o desalento, a subocupação, a informalidade, o desemprego, 8,9  milhões de pessoas fora da força de trabalho, sem renda e sem perspectivas; os intermitentes quase não trabalharam e seus rendimentos mensais foram em média de R$ 637, equivalente a 64% do valor do salário mínimo (R$ 1.100) e a renda média dos trabalhadores subiu apenas R$ 41, em dois anos, entre outros números desanimadores.

Os dados mostram que, neste 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalhador e da Trabalhadora, não há o que comemorar e, sim, lembrar que é preciso se organizar e se fortalecer, para lutar contra a perda de direitos, o arrocho salarial, os aumentos de preços, o desemprego e os desmandos do governo Bolsonaro.

A análise dos técnicos do Dieese provam que o “paraíso” prometido por quem articulou o golpe contra Dilma era uma mentira que visava apenas implantar um modelo econômico neoliberal, que concentra renda e aumenta a desigualdade social, com os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, e ainda fazendo a classe média brasileira encolher em renda e em números de pessoas que deixaram de pertencer a esse estrato social.

A crise econômica e social do país só piorou desde 2016, ano do golpe. Já sob o governo de Temer foi realizada a reforma Trabalhista (2017), que prometia a criação de milhões de empregos, com o argumento de que os patrões tinham muitos direitos a pagar e isto impedia a abertura de novas vagas. O resultado dessa reforma e a da Previdência, já sob Bolsonaro, em 2019, e todas as medidas econômicas tomadas até hoje, se mostraram uma falácia, uma grande mentira. E tudo piorou ainda mais com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), com o desgoverno e a falta de um comando nacional para combater a pandemia e reaquecer rapidamente a economia.

Os dados do Boletim Especial 1º de Maio: ​​SAIBA MAIS [ CLIQUE AQUI ]

SINECOM E FETRACOM-PBRN PROTOCOLAM OFÍCIOS NO GOVERNO DO ESTADO E NAS PREFEITURAS DA BASE TERRITORIAL DO SINECOM

Considerando o avanço do Coronavírus e a exposição dos trabalhadores no comércio de bens e serviços que sempre estiveram juntos com várias outras categorias profissionais na linha de frente das atividades essenciais, o SINECOM e FETRACOM-PBRN, protocolam ofícios no governo do estado da Paraíba e nas Prefeituras da base territorial do SINECOM solicitando que os trabalhadores do comércio e serviços sejam colocados como categorias profissionais prioritárias para vacina do novo coronavírus (COVID-19), afim de garantir as condições de saúde e um ambiente de trabalho seguro e saudável para todos, inclusive os clientes.

 

Considerando a importância e o papel social dos deste governo e dos sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais, na luta pela vida, saúde e em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores, tal solicitação estende-se para todas as cidades da Paraíba, que tenham casos confirmados de COVID-19.

 

Neste sentido, seguimos juntos e firmes ampliando e acreditando nas nossas parcerias, somando forças e cumprindo as medidas preventivas já determinadas pela OMS e pelos decretos dos governos estadual e municipais.

 

Se cada um fizer a sua parte, juntos podemos superar todos os desafios.

 

COMERCIÁRIO SINDICALIZADO É MAIS FORTE!!!  JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!!! 

SAIBA MAIS: https://www.youtube.com/channel/UCpRXT8zyiX2haeskd8TwSSw

AGENDA

 

DE SEGUNDA A SEXTA
 

VISITA PERMANENTE NAS LOJAS
Fiscalização e Sindicalização

DE SEGUNDA A SEXTA
 

SINECOM ABERTO 9H AS 16H

SALÃO DE FESTAS/EVENTOS
 

TEMPORARIAMENTE FECHADO